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    <title>em português</title>
    <description></description>
    <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt</link>
    <language>en-us</language>
    <pubDate>Fri, 16 Apr 2010 17:59:15 GMT</pubDate>
      <item>
        <title>Minhas músicas</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/minhas-musicas</link>
        <description>
&lt;p&gt;Minhas composições musicais estão disponíveis em &lt;a href="http://nandoflorestan.bandcamp.com"&gt;nandoflorestan.bandcamp.com&lt;/a&gt;. E este blog está bem menos ativo agora que &lt;a href="http://twitter.com/nandoflorestan"&gt;estou twittando&lt;/a&gt;...
&lt;/p&gt;
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        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/minhas-musicas</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Estou vendendo um piano de cauda</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/piano</link>
        <description>
&lt;p&gt;Vendo um piano de meia cauda Astor. Pode ser experimentado no Campo Belo (perto do aeroporto), em São Paulo.
&lt;/p&gt;
&lt;img src="/static/nando/pianos/astor1.jpg" alt='piano Astor' class='FloatRight' style='clear:right;' /&gt;
&lt;h2&gt;Piano de meia cauda Astor&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;O piano de meia cauda Astor G-86, de 1m86cm de comprimento, tem 88 teclas de plástico, pedal tonal, 14 anos de idade e uma bela sonoridade, de piano novo. Está afinado e em perfeito estado. Vendo por R$ 26 mil. Somente pagamento à vista ou depósito.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Se você se interessou pelo instrumento e promete tratá-lo bem, ligue para (11) 9820-5451 e venha conhecê-lo no Campo Belo, perto do aeroporto, em São Paulo.&lt;/strong&gt;
&lt;/p&gt;
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        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/piano</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Corel</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/corel</link>
        <description>
&lt;p&gt;Comece devagar a gradualmente aproximar-se de uma situação em que raramente você precise contrariar uma convicção absoluta de NUNCA usar software cujo nome comece com Corel.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;― Mas qual a alternativa?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;― &lt;a href="http://www.inkscape.org/"&gt;Inkscape&lt;/a&gt; é bem mais barato. Senão, tem sempre o Adobe Illustrator.
&lt;/p&gt;
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      </item>
      <item>
        <title>Conseguindo o reembolso da licença do Windows</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/reembolso-windows</link>
        <description>
&lt;p&gt;Se você comprar um computador que vem com Windows, mas for usar outro sistema operacional, pode se &lt;a href="http://vinicius.soylocoporti.org.br/conseguindo-o-reembolso-da-licenca-do-microsoft-windows/"&gt;reembolsar da licença do Windows&lt;/a&gt;. (Eu ainda não fiz isso, mas achei interessante haver gente fazendo.)
&lt;/p&gt;
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        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/reembolso-windows</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Inventando nomes para as notas "pretas"</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/inventando-nomes-para-as-notas</link>
        <description>
&lt;p&gt;Solfejar cantando os nomes das notas tem uma utilidade da qual você não está consciente: Cultivar o ouvido. Mas as notas pretas não têm nome próprio... ou melhor, não tinham.
&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;O que é ouvido absoluto&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ouvido absoluto&lt;/strong&gt; é a capacidade de ouvir uma nota e saber seu nome tão instantaneamente quanto podemos dizer &amp;quot;laranja&amp;quot; ao ver a cor correspondente. (Uma ou mais notas.) Também expressa a habilidade de pensar e cantar uma nota sem nenhuma referência anterior (principalmente ao acordar de manhã).
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A maioria dos humanos &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; tem ouvido absoluto -- mesmo entre os músicos. Em última análise, ele não é necessário. Mas os poucos que o possuem podem ser mais rápidos em certas atividades, por exemplo a improvisação ou o &amp;quot;tocar de ouvido&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dentre os grandes compositores, é certo que Mozart tinha ouvido absoluto (por várias anedotas de sua infância). Também é provável que Beethoven o tivesse, primeiro porque falava muito nas peculiaridades das tonalidades, e se pensarmos no caso, foi capaz de compor certas harmonias inovadoras da Nona Sinfonia totalmente surdo. Quanto aos outros grandes compositores, não acho que o caso de nenhum deles seja comprovado.
&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;Você também poderia ter ouvido absoluto?&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;Acredita-se que o ouvido absoluto seja inato, ou determinado na tenra infância ao se exercer atividade musical. Por isso fiquei curioso ao ver que um americano, David Lucas Burge, vende um &lt;a href="http://www.perfectpitch.com/"&gt;curso de Perfect Pitch&lt;/a&gt;. Segundo ele, o ouvido absoluto pode ser adquirido treinando as técnicas ensinadas no curso...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Consultada, uma amiga pianista que possui ouvido absoluto contou-me que o dela certamente foi aprendido. Mas como assim? Simples. A professora dela solfejava tudo cantando os nomes das notas. A memória musical dela associou as alturas diretamente aos nomes.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Às vezes entram em jogo no ouvido absoluto certos tipos de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Synesthesia"&gt;sinestesia&lt;/a&gt;. A pessoa pode ver, por exemplo, cores nas notas (não com os olhos, nem com o ouvido, mas com a mente). Mas não existe a &amp;quot;cor certa&amp;quot; para o mi bemol. Cada um tem a sua, ninguém concorda. É tudo muito arbitrário.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é o caso da minha amiga pianista. Ela não usa muito esse papo de cores.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Você que tanto pratica o seu instrumento, nas raras vezes em que solfeja, tem preguiça de cantar os nomes das notas. Talvez você cante &amp;quot;lá lá lá&amp;quot;. Talvez você nem cante, só fale os nomes das notas no ritmo... Fique sabendo que você &lt;strong&gt;pode&lt;/strong&gt; estar perdendo a oportunidade de adquirir ouvido absoluto. Assim fui levado a crer.
&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;A necessidade de nomes para as notas com acidente&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;Cantar os nomes das notas é fácil enquanto estivermos estritamente em dó maior. &lt;em&gt;Sol, dó, lá, fá, mi, dó, ré&lt;/em&gt;, segundo a Noviça Rebelde, tudo muito fácil. Sabe por quê?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque ela deixou os acidentes para a sequência.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cantar &amp;quot;siii... si bemoool...&amp;quot; simplesmente não funciona: o &amp;quot;si bemoool&amp;quot; soa como 3 notas seguidas e toma muito tempo. Um professor nosso mandava estalar os dedos ao cantar as notas com acidente (ou seja, dizer somente &amp;quot;si&amp;quot; e estalar o dedo). Isso também não é prático, os nossos dedos devem ficar livres para outros fins musicais! O que precisamos é, finalmente, de direitos civis. &lt;strong&gt;Nomes para as pretas, em igualdade com as brancas.&lt;/strong&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também precisamos reconhecer que vivemos num mundo temperado e enarmônico. A distinção entre fá sustenido e sol bemol, no contexto de um solfejo rotineiro da música ocidental tradicional, é especialmente irrelevante para o nosso propósito específico.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tentemos agora inventar os melhores nomes monossílabos para as cinco notas &amp;quot;anônimas&amp;quot; que estão no meio de &lt;em&gt;dó, ré, mi, fá, sol, lá e si&lt;/em&gt;. (Até onde eu sei, ninguém fez isso antes.)
&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;De onde vêm dó, ré, mi e sua turma&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;Neste momento é interessante lembrar que esses nomes foram inventados na Idade Média pelo monge &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Guido_d%27arezzo"&gt;Guido d'Arezzo&lt;/a&gt;, pai da notação musical tradicional. E originalmente as notas se chamavam ut, re, mi, fa, sol, la, si. De onde vieram? Havia &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ut_queant_laxis"&gt;um hino&lt;/a&gt; em que o 1º verso começava no dó, o 2º no ré e assim por diante. Então na verdade as notas é que tomaram os seus nomes da 1ª sílaba de cada verso:
&lt;/p&gt;
&lt;pre&gt;&lt;code&gt;Ut queant laxis
    resonare fibris,
Mira gestorum
    famuli tuorum,
Solve polluti
    labii reatum,
Sancte Ioannes.
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;p&gt;Essa escala que herdamos tem as seguintes características interessantes:
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
 &lt;li&gt;
     Dó substituiu Ut por ser mais fácil de solfejar. Ut tinha duas desvantagens: a vogal U e a consoante no final. As vogais abertas são mais fáceis de cantar. E todos os outros monossílabos têm uma consoante para o ataque e uma vogal.
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     Si é substituída por Ti em algumas culturas. &lt;strong&gt;Ti&lt;/strong&gt; tem a vantagem de não repetir a consoante S (já usada na nota Sol) e começar com uma consoante mais curta.
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     Assim nenhuma consoante é repetida.
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     A vogal &amp;quot;a&amp;quot;, talvez a melhor para soltar a voz, já é representada 2 vezes: &lt;strong&gt;fá&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;lá&lt;/strong&gt;.
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     A vogal &amp;quot;i&amp;quot;, boa para colocar a voz no lugar (cante &amp;quot;ni ni&amp;quot;), é usada em &lt;strong&gt;mi&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;si&lt;/strong&gt;.
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     A vogal aberta &amp;quot;ó&amp;quot; está presente em dó e sol, mas não temos a vogal fechada ô.
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     A vogal aberta &amp;quot;é&amp;quot; só existe no ré e não temos a vogal fechada ê.
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     A vogal &amp;quot;u&amp;quot; não aparece.
 &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Ao inventar nossos monossílabos, fizemos as seguintes presunções (que &lt;strong&gt;não&lt;/strong&gt; estão cientificamente confirmadas):
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
 &lt;li&gt;
     O solfejo resultará mais rico se tivermos a máxima variedade de consoantes e vogais.
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     Vogais abertas são mais cantáveis que as fechadas.
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     Mesmo assim, é injustiça ainda não termos nenhum U.
 &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;img src='/static/img/content/thumbs/bupagukexo.gif' alt='' class='FloatRight' /&gt;
&lt;h1&gt;O batismo&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;Destarte proponho os seguintes novos monossílabos:
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
 &lt;li&gt;
     Dó#  = BU (&amp;quot;boo&amp;quot;)
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     Ré#  = PA (&amp;quot;pah&amp;quot;)
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     Fá#  = GU (&amp;quot;goo&amp;quot;)
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     Sol# = KÊ (&amp;quot;kay&amp;quot;)
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;
     Lá#  = XÔ (&amp;quot;show&amp;quot;)
 &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Advirto entretanto que esses nomes não estão testados...
&lt;/p&gt;
&lt;h1&gt;Update&lt;/h1&gt;
&lt;p&gt;Depois de escrever isto, descobri no &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Solf%C3%A8ge"&gt;artigo &amp;quot;Solfège&amp;quot; da Wikipedia&lt;/a&gt; que na Inglaterra já existe um sistema em que as pretas ascendentes são &lt;em&gt;di ri fi si li&lt;/em&gt;, e descendentes são &lt;em&gt;ra me se le te&lt;/em&gt;. Mas não sei até que ponto não é utilizado... todo mundo diz &amp;quot;B flat&amp;quot;. Parece-me que um sistema enarmônico seria mais útil para solfejar (embora pior para ensinar harmonia). Também acredito ainda que esse sistema bretão repita consoantes e vogais demais para soar bem.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Também descobri que não sou o primeiro a inventar um sistema enarmônico e chamá-lo assim. &amp;quot;The important thing is to pick a system and learn it thoroughly. (I use my own enharmonic system in which the chromatic scale is ‘do gu ri bu mi fa ka so ja la pa ti do.’)&amp;quot;, diz Benjamin Crowell na página 54 de &lt;a href="http://www.lightandmatter.com/sight/sight.html"&gt;&amp;quot;Eyes and Ears&amp;quot;&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
</description>
        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/inventando-nomes-para-as-notas</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Começando a usar ipython</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/comecando-a-usar-ipython</link>
        <description>
&lt;p&gt;Dei umas dicas hoje no canal IRC #python-br do Freenode. Colei a conversa aqui para ajudar outras pessoas também.
&lt;/p&gt;
&lt;div class="document"&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; pode abrir o interpretador e testar&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; já tens ipython?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; não&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; tinha baixado o Idle&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; easy_install ipython&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; o ipython não compete com o idle&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; ele é um interpretador&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; melhor que o python ;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; mas o python já não é o interpretdor?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; sim&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; mas no ipython por exemplo tem tab completion&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; tem histórico dos comandos (usando as setas)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; e uma pá de outros recursos&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; vou baixá-lo...  easy_install -U ipython&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; NandoFlorestan: cara, mil desculpas, desde ontem que te encho o saco. Mas... Como eu rodo esse programa?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; ele é somente no console?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; sim&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; digita ipython&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; tá, mas dai ele é só um interpretador. Ou seja, se eu quiser escrever arquivos não rola nele!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; é como o interpretador do python no console&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; isso mesmo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; mas é muito útil&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; pra testar coisas, ler docstrings etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; sim..&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; tipo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; import cherrypy&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; cherrypy?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; põe o ponto de interrogação&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; ...e ele mostra a documentação&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; cherrypy.request?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; mais documentação&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; E se vc quiser ver os fontes?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; Usa 2 pontos de interrogação:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; cherrypy??&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; ahhh bacana&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; bacana mesmo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; Se precisar rodar um comando do shell, usa ponto de exclamação antes do comando. Por exemplo:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; !top&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; Resumindo, quem tem ipython não precisa de nenhuma IDE. Só precisa de um editor de textos que mostre o código colorido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; Mas eu uso a IDE Geany mesmo assim ;)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;marmadeoli&amp;gt; ninguém usa aqui o python com o Eclipse?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;lt;NandoFlorestan&amp;gt; Eu tento de vez em quando, mas quando trava eu fico furibundo :P&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
</description>
        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/comecando-a-usar-ipython</guid>
      </item>
      <item>
        <title>O projeto de lei de crimes digitais é idiota</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/lei-crimes-digitais</link>
        <description>
&lt;p&gt;Chegamos a um limite em que todas as leis são fabricadas por lobistas e compradas pelos legisladores mediante doações às suas ONGs, ou legalmente mesmo, mediante doações às suas campanhas. Essas leis servem a interesses específicos e acabam não fazendo nenhum sentido quando se considera a sociedade inteira, de uma maneira tão gritante, mas tão ululante, que chega a ser babaca.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UOL: Senador, o senhor reconhece que o projeto de lei reconhece como crime a gravação de cookies no computador dos internautas sem autorização?&lt;/strong&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Azeredo&lt;/strong&gt;: Isso cabe aos juízes decidirem caso a caso, e criar jurisprudência. Na minha opinião pessoal, o cookie se enquadra na lei sim, ele está previsto nesses artigos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;UOL: O senhor tem ciência de que seu próprio site no Senado instala cookies nas máquinas dos usuários?&lt;/strong&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Azeredo&lt;/strong&gt;: Não estou sabendo. Eu não tinha conhecimento desse fato, porque é a parte técnica a responsável pelo site. Pedirei que a adequação seja feita o mais rápido possível.
&lt;/p&gt;
&lt;hr /&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://tecnologia.uol.com.br/ultnot/2007/05/22/ult4213u97.jhtm"&gt;Assim o UOL entrevistou o senador que propôs a lei de crimes virtuais&lt;/a&gt;, provando que ele não sabe absolutamente nada sobre como funciona a web.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os cookies são essenciais para o funcionamento de qualquer aplicação web. E hoje os sites mais simples têm recursos que requerem a inteligência que os cookies tornam possível. Proibir os cookies é a idéia legislativa mais ridícula do ano, tão ridícula que seria impossível e a lei... não &amp;quot;pegaria&amp;quot;. No Brasil existe isso, tem lei que não &amp;quot;pega&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os caras são babacas e sabem disso, sabem também que o papel aceita qualquer coisa e que o sistema não prevê nenhuma maneira de responsabilizá-los pelas cagadas mais estruturais do país.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/veto2008/petition.html"&gt;Assine a petição contra essa tremenda asneira.&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
</description>
        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/lei-crimes-digitais</guid>
      </item>
      <item>
        <title>José Saramago: falsa democracia</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/falsa-democracia</link>
        <description>
&lt;p&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/m1nePkQAM4w&amp;hl=pt-br"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/m1nePkQAM4w&amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;
&lt;/p&gt;
</description>
        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/falsa-democracia</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Nova versão do teclado Dvorák brasileiro</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/dvorak2008</link>
        <description>
&lt;p&gt;O lançamento da nova versão do Ubuntu Linux, 8.04 Hardy Heron, levou a este update do &lt;a href="http://oui.com.br/n/content.php?article.17.1"&gt;teclado Dvorak&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;img src="/static/nando/dvorak/screenshot.png" alt="screenshot do TrocaTeclado" title="" class="FloatRight" /&gt;
&lt;p&gt;Esta versão não traz nenhuma novidade para Windows. Só para Unix.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo Ubuntu já vem com o &lt;a href="http://tecladobrasileiro.org"&gt;teclado nativo brasileiro&lt;/a&gt;, bem como a &lt;a href="http://tecladobrasileiro.org/dvorak/br-dvorak.html"&gt;versão padrão&lt;/a&gt; do &lt;a href="http://oui.com.br/n/content.php?article.17.1"&gt;teclado Dvorak brasileiro&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por isso, você só precisa &lt;a href="/static/nando/dvorak/brdk2008-05.zip"&gt;baixar o nosso arquivo zip&lt;/a&gt; se quiser utilizar o TrocaTeclado (screenshot ao lado) ou a versão &amp;quot;shifted&amp;quot; do leiaute de teclado, apropriada para programadores.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O aplicativo e o driver foram atualizados para serem usados com esta versão 8.04 do Ubuntu. Além disso, depois de muito tempo de teste, resolvi que as pessoas que reclamaram estavam certas e a versão &amp;quot;shifted&amp;quot; do teclado não deve ter a barra e a interrogação invertidas.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bom proveito.
&lt;/p&gt;
</description>
        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/dvorak2008</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Entendendo mal Debussy</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/entendendo-mal-debussy</link>
        <description>
&lt;p&gt;Se a &amp;quot;Pequenas Empresas Grandes Negócios&amp;quot; não sabe o que é software livre (vide post anterior), vejamos então a Folha de São Paulo, será que sabe dizer alguma coisa sobre música?
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img alt="Debussy" src="http://musicaclassica.folha.com.br/cds/32/images/cd-130x130.gif" class="FloatRight" /&gt;
   Acabo de ler a &lt;a href="http://musicaclassica.folha.com.br/cds/32/contexto.html"&gt;maior sandice&lt;/a&gt; que já encontrei num artigo que tenta falar de música séria:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&amp;quot;As obras de Debussy não chegaram a revolucionar a história da música, mas influenciaram muitos artistas renomados como Ravel, Satie e Bartók, marcando o fim da era wagneriana.&amp;quot;&lt;/em&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ocioso reclamar: dizer que Debussy não revolucionou a música é não saber absolutamente nada sobre composição. A anta que escreveu isso na Folha de São Paulo parece achar Debussy inferior (e &amp;quot;menos renomado&amp;quot;) a Ravel, Satie e Bartók. Estamos falando do pai da música moderna... Até o ponto em que essas coisas podem ser &amp;quot;medidas&amp;quot; (foi a Folha quem começou, hein?), a obra de Debussy é freqüentemente mais complexa, abstrata, original e influente que a dos outros gigantes mencionados — especialmente Satie, que pode ser considerado basicamente um humorista musical.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O erro só é grave para quem ainda acha que jornal e revista são fonte de informação. Mas precisa ser muito inocente para ainda estar nessa fase, a essa altura do campeonato...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não adianta, quem trabalha para a indústria cultural vai direto para o inferno!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://youtube.com/watch?v=LLbpQl1cCl8"&gt;Que Debussy ele mesmo fale&lt;/a&gt;, e que depois disso nenhum animal de orelhas grandes zurre.
&lt;/p&gt;
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      </item>
      <item>
        <title>Entendendo mal o software livre</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/entendendo-mal</link>
        <description>
&lt;p&gt;Será que os jornalistas da Globo sabem o que é software livre? Mas é claro que não!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um amigo me envia &lt;a href="http://empresas.globo.com/Empresasenegocios/0,19125,ERA1676768-2884,00.html"&gt;esta notícia no portal Globo.com&lt;/a&gt; e fica esperando minha reação. Eu sabia que levaria horas para escrever a seguinte diatribe. Mas decepcioná-lo nunca!
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O texto tem duas partes. A primeira noticia o resultado de uma pesquisa. A segunda vira ainda mais um artigo do gênero &amp;quot;Quem tem medo do open source?&amp;quot;. Esse trecho final, para começar, me parece desnecessário. Hoje acho que nem &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eric_Raymond"&gt;Eric S. Raymond&lt;/a&gt; evangeliza mais. Além disso, há erros grosseiros nesses últimos parágrafos. Vou tentar não me preocupar com as asneiras de português e falar só do conteúdo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A besteira mais ululante e que tanta gente comete é a confusão entre software livre e software grátis. Por exemplo: &amp;quot;Marcelo Okano, confere inúmeras vantagens aos softwares livres frente aos aplicativos pagos.&amp;quot; (A vírgula é do original.)
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vamos combinar uma coisa. &lt;strong&gt;Software livre não é o mesmo que software grátis.&lt;/strong&gt; Essas duas questões são ortogonais. &lt;a href="http://www.softwarelivre.gov.br/SwLivre/"&gt;&amp;quot;Livre&amp;quot; opõe-se a &amp;quot;proprietário&amp;quot;.&lt;/a&gt; O primeiro pode ser modificado e redistribuído sem dar satisfação a ninguém. O outro não.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O artigo diz: &amp;quot;A forma de licenciamento dos softwares livres é gratuita.&amp;quot; Isso é freqüente, mas nem sempre. Nada impede uma empresa que produz software livre de cobrar por ele e muitas o fazem. Exemplos: Red Hat, Mandriva, MySQL, db4o etc. O licenciamento é uma questão cheia de firulas; existem muitas maneiras de fazê-lo e uma pessoa comum levará semanas para entender o que está acontecendo.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nessa esteira, o segundo parágrafo sugere que a &amp;quot;crença geral&amp;quot; é a de que &lt;strong&gt;software livre é software para pobre&lt;/strong&gt;. Verdade? Crença de quem, essa? Da Globo? Pergunto porque já faz anos que o open source é a maneira de trabalhar preferida das maiores empresas de tecnologia (com poucas exceções). Por exemplo, as empresas gostam de fazer tudo em Java e neste universo quase todos os componentes são de código aberto.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem fala do open source como se ainda fosse minoria o faz por conhecer somente o monopólio do desktop.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dito isto, na prática o preço do software livre tende a ser muito competitivo porque o cliente pode mudar de fornecedor sem trocar de software. Por exemplo, se uma empresa fornecedora de suporte ao banco de dados Postgres cometer muitos erros ou cobrar caro demais, o cliente pode mudar de fornecedora e continuar usando o mesmo software.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A liberdade de redistribuir o software também reprime preços altos. O argumento da empresa que vende o software acaba sendo o suporte — pois o mesmo software pode geralmente ser obtido de outra fonte.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os trechos sobre confiabilidade e segurança são mais ou menos verdadeiros. É que são expressos de maneira tão desajeitada que ficam sujeitos à fácil impugnação pelos adversários. &amp;quot;Há um firewall feito para Linux.&amp;quot; Um? UM firewall? Haja paciência com quem ouviu o galo cantar mas não sabe onde...
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O parágrafo seguinte sugere que o Samba é um novo avanço. Como se nossos computadores não conversassem com a rede do Windows há mais de uma década.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;quot;O Linux, por exemplo, é um sistema operacional, sendo o único livre.&amp;quot; Quem disse isso esqueceu-se de FreeBSD, OpenBSD, OpenSolaris... Eu estou me esquecendo de outros. Em números absolutos, existem mais sistemas operacionais livres do que proprietários.
&lt;/p&gt;
&lt;pre&gt;&lt;code&gt;'Pessoas que desenvolvem softwares livres não entendem como
uma empresa pode cobrar muito mais pelos programas do que
gastou para desenvolvê-los. Como eram contra essa filosofia,
lançaram os aplicativos gratuitos', analisa.
&lt;/code&gt;&lt;/pre&gt;&lt;p&gt;Capitalistas bonzinhos? Isso não existe, é uma asneira de proporções mastodônticas. A dominância do &amp;quot;open source&amp;quot; é um efeito da acirrada competição na área de tecnologia. Produtos proprietários não sobrevivem se houver equivalente de código aberto. Isto só não atingiu ainda uns poucos mercados em que há monopólio (e.g. Windows). O Adobe Photoshop só sobreviverá, custando o quanto custa, enquanto o Gimp continuar sendo muito inferior. Numa situação de equivalência (ou quase), isso mudará.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O último parágrafo da notícia é tão errado que é incompreensível. Confunde software que roda no servidor (Apache) com software que roda no cliente (navegador do Windows). Também chama de desvantagem do &amp;quot;programa gratuito&amp;quot; a incompatibilidade que na realidade é causada pelo outro lado (sites de bancos que exigem o Internet Explorer). Teria sido melhor não dizer nada.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Finalmente, além de falar de &amp;quot;software livre versus software pago&amp;quot;, o texto deixa de mencionar que o software livre não é só software. &lt;strong&gt;É uma filosofia libertária, é uma causa moral.&lt;/strong&gt; O primeiro passo para suprimir essa causa foi a invenção do &amp;quot;open source&amp;quot; (código aberto), que é o mesmo software livre, porém sem o argumento de que todo software &lt;em&gt;deveria&lt;/em&gt; ser livre pois isto é que é ético.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A IBM fez &lt;a href="http://youtube.com/watch?v=EwL0G9wK8j4"&gt;uma campanha milionária de marketing em prol do Linux&lt;/a&gt;. Ao mesmo tempo, gosta de ter alguns produtos proprietários sempre que possível. A IBM não se interessa, destarte, em promover a causa ética do software livre. Por isso falam em &amp;quot;open source&amp;quot;. Sempre os vi falar em &amp;quot;open source&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Brasil, os meios de comunicação não têm a mesma hombridade. Eles causam mesmo a confusão, usando o termo &amp;quot;software livre&amp;quot;. Quem lê a notícia da Globo pensa que entendeu e já sabe tudo sobre o assunto. Sequer pode imaginar que a questão é bem mais profunda, é uma questão de liberdade individual mesmo, de direito público e privado. Uma questão que deve ser discutida, não apagada.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Conclusão: mesmo quando dá boas notícias, a indústria cultural o faz de maneira repugnante e estúpida. O propósito é cultivar o framework mental do público, excluindo ou confundindo o que não interessa ao sistema. &lt;a href="http://www.zmag.org/chomsky/talks/9103-media-control.html"&gt;As razões&lt;/a&gt; e o como disto tudo são bem explicadas no documentário &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Manufacturing_Consent:_Noam_Chomsky_and_the_Media"&gt;&amp;quot;Manufacturing Consent: Noam Chomsky and the Media&amp;quot;&lt;/a&gt;. A primeira hora desse filme é devagar, mas depois esquenta.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E quem quiser entender corretamente o software livre conheça &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Richard_stallman"&gt;o homem que o inventou&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
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      </item>
      <item>
        <title>Balada legal é da hora</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/girias</link>
        <description>
&lt;p&gt;A indústria cultural também é responsável pela idiotice de algumas novas gírias.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A gíria é uma força que leva ao desentendimento entre diversos tempos. Por exemplo, &amp;quot;Erotik&amp;quot; não é o que você pensou, e sim uma &lt;a href="http://youtube.com/watch?v=FE_UWNUmsI4"&gt;bonita peça para piano&lt;/a&gt; de Edvard Gried. &amp;quot;Erótico&amp;quot; significava &amp;quot;amoroso&amp;quot; ou &amp;quot;relativo ao amor&amp;quot;. A palavra, faz pouco tempo, especializou-se no sexo, longe do significado que lhe davam os filósofos.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro exemplo. Há anos tento tocar (mas é difícil) a &lt;a href="http://youtube.com/watch?v=PCW3631sxkw"&gt;terceira balada para piano de Chopin&lt;/a&gt; — uma cativante peça de uns 7 minutos de duração, com um incrível equilíbrio dramático e formal. Quando uma amiga pronuncia a palavra &amp;quot;balada&amp;quot;, o que me vem à mente primeiro é o significado original da palavra: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Balada_%28m%C3%BAsica%29"&gt;obra musical ou poesia narrativa épica, geralmente de caráter folclórico&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O triste é que &lt;strong&gt;eles&lt;/strong&gt;, os estúpidos, nossos inimigos de sempre, pegaram essa palavra e inventaram uma gíria, significando &amp;quot;festa noturna, geralmente em boate&amp;quot;. &lt;a href="http://br.geocities.com/adeusanosnoventa/burrice_girias.htm"&gt;Esta página sobre gírias&lt;/a&gt; data o fato de 1997 e o atribui aos &amp;quot;espertos da mídia dance (novamente eles)&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Minha amiga replica: &amp;quot;Qual o problema da gente usar a palavra balada, se hoje ela tem esse significado?&amp;quot;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema é que é necessário resistir à estupidez promovida pela indústria cultural (pois cultura não é mercadoria). Vejamos mais algumas gírias a serem evitadas:
&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
 &lt;li&gt;&lt;p&gt;&amp;quot;Da hora&amp;quot;, &amp;quot;do momento&amp;quot; etc.: É justamente o que o capitalismo quer que você pense: o que é bom é a última novidade, alardeada pelos meios de comunicação. Ao contrário, o bom é o que não é efêmero, e sim eterno.
&lt;/p&gt;
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;&lt;p&gt;&amp;quot;Something rocks!&amp;quot;: mesma crítica, cumulada com mau gosto musical. Eu prefiro exclamar: &amp;quot;É cláaassico!&amp;quot;
&lt;/p&gt;
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;&lt;p&gt;&amp;quot;Legal&amp;quot;: quando surgiu, provavelmente significava &amp;quot;é bom porque não é ilegal&amp;quot;. O problema aqui é aceitar passivamente a presunção de que tudo o que é bom é legal e tudo que não é bom é ilegal.
&lt;/p&gt;
 &lt;/li&gt;
 &lt;li&gt;&lt;p&gt;&amp;quot;Animal&amp;quot;, &amp;quot;irado&amp;quot;...
&lt;/p&gt;
 &lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
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      </item>
      <item>
        <title>Quando a indústria cultural fala claro</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/zelia-d</link>
        <description>
&lt;p&gt;Uma amiga louvou Zélia Duncan. Curioso, fui ao Youtube pra descobrir quem é. Primeiro choque: ela é tenor. Segundo choque: ela representa a indústria cultural e sua malfadada onipresença (como a onipresença da estupidez) tão bem, mas tão bem, que a letra da &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=Z1xbRpNRChA"&gt;canção cafona &amp;quot;eu vou estar&amp;quot;&lt;/a&gt; poderia ser &lt;strong&gt;a indústria cultural falando diretamente em primeira pessoa para você&lt;/strong&gt;. Mesmo no primeiro verso (&amp;quot;Eu não vou pro inferno&amp;quot;), pois a indústria cultural sempre finge inocência.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Antes que me acusem de só postar links ruins, eis uns antídotos: a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=unR6coI5rgI"&gt;Dança Ritual do Fogo&lt;/a&gt; e uma &lt;a href="http://p.php.uol.com.br/tropico/html/textos/2880,1.shl"&gt;entrevista de Flô Menezes&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
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      </item>
      <item>
        <title>A maravilhosa Cantata 95</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/cantata95</link>
        <description>
&lt;p&gt;Estou escutando todas as cantatas religiosas de J. S. Bach, na ordem. A Cantata BWV 95 chamou minha atenção. Ao escutá-la seguindo &lt;a href="http://bach-cantatas.com/Scores/"&gt;a partitura&lt;/a&gt;, fui levado às lágrimas, coisa que nunca acontece. É que só nesse momento vi a letra da música. Não entendo alemão, mas na partitura há uma tradução para o inglês.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Johann Sebastian Bach escreveu mais de 300 cantatas, porém só sobrevivem umas 195. Cada Cantata era apresentada num domingo do ano (durante a missa) e seu assunto era determinado pelo calendário religioso luterano.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada cantata é um conjunto de peças tais como corais, recitativos, árias etc.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não sou um homem religioso mas sei apreciar música, e garanto que é difícil encontrar coisa melhor que as cantatas de Bach.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/J._S._Bach#Vocal_and_choral_works"&gt;Uma rápida visita à Wikipedia&lt;/a&gt; revela que, ao escutar uma peça de Bach, Mozart exclamou &amp;quot;eis uma coisa com a qual se pode aprender!&amp;quot;, sentou-se com as partituras e não levantou até ter lido todas. Beethoven chamava Bach de &amp;quot;o pai da harmonia&amp;quot;. O compositor de que Chopin provavelmente mais gostava e mais tocava era Bach.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para o idiota moderno, acostumado a nulidades musicais como a MTV e a rádio Jovem Pan, pode haver bastante estranhamento no início. Vencida essa barreira, que de resto é culpa de nosso estúpido estilo de vida e não do genial compositor, as cantatas de Bach trazem muita alegria.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Cantata BWV 95, intitulada &amp;quot;Christus, der ist mein Leben&amp;quot; (Cristo é minha vida) contém uma famosa ária com pizzicato: &amp;quot;Ach, schlage doch bald&amp;quot;.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.bach-cantatas.com/Guide/BWV95-Guide.htm"&gt;Página em inglês sobre a Cantata 95&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
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        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/cantata95</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Webpyte, framework web escrito em Python</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/webpyte</link>
        <description>
&lt;p&gt;Publiquei o código-fonte do Webpyte, novo framework para desenvolvimento de sites inspirado no excelente framework web &lt;a href="http://www.turbogears.org"&gt;TurboGears&lt;/a&gt;, mas usando componentes atualizados. Se você é um desenvolvedor Python, &lt;a href="http://code.google.com/p/webpyte/wiki/JoinUs"&gt;colabore&lt;/a&gt;! Aqui está &lt;a href="http://code.google.com/p/webpyte/"&gt;a página do projeto no Google Code&lt;/a&gt;.
&lt;/p&gt;
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        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/webpyte</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Alucinações Musicais</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/alucinacoes-musicais</link>
        <description>
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=2222590&amp;amp;sid=168232130986853129726346"&gt;&lt;img src="http://www.livrariacultura.com.br/imagem/capas1/590/2222590.jpg" alt="Alucinações Musicais" title="Livro de Oliver Sacks: Alucinações Musicais" class="FloatLeft" /&gt;&lt;/a&gt;Os livros do neurologista Oliver Sacks são todos muito bons e este é especial para mim por tratar da audição. Passa por ouvido absoluto, sinestesia, danos ao ouvido, danos ao cérebro etc. O tema principal são as alucinações musicais. Sabe quando alguém perde uma perna e continua a senti-la? Quando alguém perde a audição, pode acontecer coisa parecida: começa a ouvir música, não como ouvimos internamente todos os dias, mas com a ilusão de que a música realmente vem de fora. Para mim esse é só mais um argumento para não suportar a música vagabunda que toca em tantos ambientes por aí. Não dá pra escolher as alucinações musicais, e se forem de má qualidade, serão duplamente detestáveis...
&lt;/p&gt;
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        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/alucinacoes-musicais</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Olivier Messiaen faria 100 anos em agosto de 2008</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/messiaen-100</link>
        <description>
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080113/not_imp108452,0.php"&gt;Belo artigo&lt;/a&gt; sobre o genial compositor.
&lt;/p&gt;
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        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/messiaen-100</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Kubrick faria 80 anos em julho de 2008</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/kubrick80</link>
        <description>
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080108/not_imp105649,0.php"&gt;&lt;img alt="Kubrick" title="" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080108/img/2.4.imagem_ku.jpg"&gt;&lt;/img&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
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        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/kubrick80</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Os inimigos: contentamento, esperança e oportunismo</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/contentamento</link>
        <description>
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;contente&lt;/strong&gt; não sabe ou não reconhece que está tudo errado.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;esperançoso&lt;/strong&gt; sabe que está tudo errado, mas aceita temporariamente. Este “temporariamente” tende ao infinito, afinal a paciência é uma virtude.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;strong&gt;oportunista&lt;/strong&gt; aproveita que está tudo errado.
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O oportunista é pior do que o contente é pior do que o esperançoso:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;oportunista &amp;lt; contente &amp;lt; esperançoso
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O esperançoso pode ser convencido. O contente só merece ser ignorado, pois é quase impossível convencê-lo. Ao oportunista deve-se reservar somente o insulto:
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;— Seu seguidor de ambulância!!!
&lt;/p&gt;
</description>
        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/contentamento</guid>
      </item>
      <item>
        <title>Extreme Programming</title>
        <link>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/extreme-programming</link>
        <description>
&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.javafree.com.br/home/modules.php?name=Content&amp;amp;pa=showpage&amp;amp;pid=43"&gt;Este artigo&lt;/a&gt; é um resumo, muito bom embora superficial, dos ingredientes que compõem a Programação Extrema, fascinante metodologia ágil de desenvolvimento.
&lt;/p&gt;
</description>
        <guid>http://oui.com.br/blog/nando-pt/post/extreme-programming</guid>
      </item>
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