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by nando on Thursday 12 January 2006 Leiautes de teclado tipo Dvorák para a língua portuguesa, com drivers para Windows e também para Linux. É fácil adaptar seu teclado ABNT2. A vantagem é que os dedos percorrem uns 42% a menos que no teclado convencional, cansando menos as mãos. Esta SÉTIMA versão tem o TrocaTeclado, utilitário para Linux que permite experimentar e instalar os leiautes. A idéia aqui é que as pessoas podem comprar um comum, reles e vulgar teclado brasileiro ABNT2, trocar as teclas de lugar, instalar um driver no sistema operacional e passar a usar um teclado muito mais sadio. HISTÓRIA: 1868 - 1932 - 2005 Antes do teclado a que estamos acostumados (chamado QWERTY por causa das ordem das letras na segunda linha) existia o ABCDE, ou seja, a ordem era a do alfabeto. Mas as máquinas mecânicas d'antanho tinham um problema: os tipos, após percutirem o papel, demoravam um pouquinho para voltar ao seu lugar. Se um tipo vizinho fosse acionado logo em seguida, os dois tipos poderiam bater um no outro e ficar presos. O teclado QWERTY foi criado por Christopher Sholes em 1868 para resolver este problema. Ele procura distribuir os tipos de modo que raramente ocorra um encontro entre vizinhos. Por exemplo, o N está bem longe do O. Foram escolhidas combinações raras como QA, AZ, ZW, WS, SX etc. Teclado brasileiro padrão ABNT2. Ilustração de Heitor Moraes. Já faz muito tempo que esta razão de ser não existe mais. O teclado QWERTY é ineficiente e foram criadas alternativas. Interessei-me por elas porque passo o dia inteiro ao computador e o curso de datilografia parece insuficiente para evitar o cansaço das mãos. O teclado Dvorák, criado em 1932, concentra todas as vogais na terceira linha, na mão esquerda. Onde você está acostumado a digitar ASDFG, você encontrará AOEUI. Acredito que este simples conceito seja responsável por 80% das vantagens do teclado Dvorak, que se baseia nestes princípios/crenças: 1) é mais fácil digitar alternando as mãos; 2) os caracteres mais comuns devem ficar na linha central, onde repousam os dedos, e os mais incomuns na linha de baixo. Estas são as principais idéias, mas há outras: http://en.wikipedia.org/wiki/Dvorak_Simplified_Keyboard Pronuncia-se "dvórjac": é paroxítona. Ao ler sobre as vantagens do Dvorak, fica-se com vontade de usá-lo. Isto aconteceu com muitos brasileiros. Mas os sistemas operacionais não têm drivers Dvorak apropriados para a língua portuguesa: faltam "teclas mortas" para os acentos. Primeiro individualmente, e depois reunidos no Fórum Teclados Dvorak, escrevemos drivers para Linux e para Windows, suprindo essa necessidade. O arquivo zip já foi baixado mais de 900 vezes. Embora o "Dvorak Simplified Keyboard" seja otimizado para o inglês (as letras mais usadas ficam na "home row"), o português é parecido a ponto de não fazer muita diferença. Além disso, muitos brasileiros escrevem bastante coisa em inglês... Mesmo assim, Ary Caldeira inventou, baseado nos mesmos princípios, um novo leiaute totalmente otimizado para a língua portuguesa, chamado Brasileiro Nativo. A versão atual é a síntese dos esforços de Ary Caldeira, Heitor Moraes, Luiz Portella (que tem uma página sobre o mesmo assunto) e eu. Teclado Simplificado Brasileiro. Ilustração de Heitor Moraes. Este leiaute visa a máxima compatibilidade possível com o famoso "Dvorak Simplified Keyboard" e com o ABNT2, que é o padrão brasileiro. Deste, ele tem todos os caracteres com exceção do cruzeiro (alguém já usou?). As teclas em fundo branco foram remanejadas a partir do ABNT2. As LETRAS seguem a disposição Dvorak, mas não os sinais. Levamos em consideração a enorme freqüência com que digitamos acentos em português. Os acentos permanecem na mesma posição que o teclado ABNT2. Os acentos estão bem colocados na mão direita, pois as vogais ficam todas na mão esquerda, privilegiando a alternância das mãos. O teclado numérico contém vírgula ao invés de ponto (nisto é igual ao ABNT2). Acreditamos que este leiaute seja o melhor compromisso de compatibilidade com o ABNT2 e com o 'Dvorak Simplified Layout'. Mas se algum detalhe o irrita, você pode "consertá-lo", pois incluímos o código-fonte e o colocamos no domínio público quando possível. ACOSTUMANDO-SE: A PARTE DIFÍCIL Leva mais ou menos uma semana para se acostumar com o layout; é 1 letra por segundo ou menos! Depois, mais duas semanas para ganhar uma velocidade mínima. Durante esse tempo, é um teste de paciência; não pode querer digitar muito e precisa fazer pausas com muita freqüência! Ainda por cima tem que desaprender todos os reflexos como CTRL-C, CTRL-V, CTRL-S etc. Usar um QWERTY nesse período deixaria você frustrado. Se precisar digitar rápido, é melhor adiar o treinamento para tempos mais calmos! Depois desse período, você já não se sente mal, mas ainda não tem sua velocidade anterior, a qual não deve voltar antes de 3 meses de adaptação. Muita gente que já aprendeu bem o QWERTY não vai querer migrar para o Dvorák. Marcus Brooks acha que tudo bem -- a tragédia é outra: que o Dvorák não seja ensinado nem esteja disponível nas escolas. Principiantes em QWERTY estão fazendo uma má escolha para a vida. A assertiva de que no Dvorak os dedos percorrem apenas 58% do quanto viajam no tradicional teclado QWERTY (no plano do teclado) pode ser confirmada aqui: http://www.acm.vt.edu/%7Ejmaxwell/dvorak/compare.html Aprendi a datilografar no QWERTY como todo mundo, mas resolvi usar o Dvorák pelo conforto. Quando preciso usar um computador fora de casa, lembro-me do QWERTY facilmente. Se eu convencer o dono do computador a instalar um driver Dvorák, estarei "em casa", bastando não olhar para o teclado. Os sistemas operacionais hoje permitem a alternância de vários layouts de teclado fácil e instantaneamente! Antes de decidir, experimente esta página em que você pode avaliar a dificuldade de adaptação. É um treinamento em vários idiomas; não é preciso estar usando um teclado Dvorak! Na próxima página falo sobre a variante "shifted" e ensino a instalar. 1 2 3 4 >> Next Page ![]() |
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